Mamilo Rosa – O complexo


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Meu nome é Kalarrary, sou negra, mestiça, uma falsa magra sem exageros de proporções adequadas. Meu pai é branco de origem alemã, e minha mãe uma legitima baiana arretada. Moro no espirito santo, tenho atualmente 19 anos. O que vou contar começou a acontecer quando eu tinha 13 anos.

Á 13 anos atras nos morávamos em uma cidade pequena no interior do estado com uns 250 mil habitantes, tínhamos uma vida muito confortável, para os padrões nacionais. Morávamos em uma excelente casa, muito bem mobiliada, decorada, viajávamos todo anos, enfim… Dinheiro não era problema. Eu estudei em uma escola particular a minha vida inteira, até os 15 anos e, lá, eu era completamente assexuada, não era percebida pelos meninos da minha idade, e eu achava extremamente normal. Sempre tive muitos amigos, era enturmada, me relacionava bem com todo mundo, porem, eu era o “cupido” da galera; ninguém nunca se interessou sexualmente por mim. Aos 14 anos, no meio do ano, as meninas comentavam sobre namorados, sobre meninos, sobre quem pegou quem, e eu ali quietinha ou inventava que tinha beijado ou ficado com alguém. Em relação aos meninos, eles viviam dizendo que pegou fulana, ciclana, que ganhou “bola gato” que trepou deu uns tapas e a menina ficou vermelha, que a menina gemia, que o mamilo era rosa e bla bla bal… Como eu era a unica negra do colégio, eu achava extremamente normal, e pensava: “os meninos só gostam de mulheres brancas com mamilos rosados e peles claras pra poderem bater e ficar vermelho”. Eu via isso com uma naturalidade tremenda, e ainda dava graças a Deus porque eu não queria que ninguém me batesse, afinal de contas, não sou saco de pancada.

Por mais que eu não tivesse a pele tão escura, sou mulatinha, quando comparado aos demais, eu era com certeza, a unica pretinha do colégio, e como ninguém nunca quis ficar comigo ou gostou de mim, eu achava natural, acreditava que era assim que o mundo funcionava. Fui perceber que eu era bonita e atraente pelas interações fora do meu meio cotidiano. Ou seja, em viagens, encontros casuais com amigos da minha família, enfim…

Porem nosso padrão de vida mudou totalmente de um mês para o outro. Meu pai tinha um sócio, o cara deu um golpe, deixou minha família falida, cheia de contas pra pagar, com o nome sujo na praça… Uma longa historia. Em resumo: Dormimos ricos e acordamos pobres, com meu pai sendo buscado dentro de casa pela policia federal. O resto do ano, foi só tragédia na nossa família, foi difícil, mas meu pai conseguiu provar que ele era tão vitima quanto os outros prejudicados pelo tal sócio que sumiu no mapa ate hoje. A moral, o nome, a dignidade do meu pai, foi recuperada na cidade aos poucos, porem, o dinheiro, não recuperamos. Vendemos a casa, a chácara, carro, imoveis, os investimentos dos meu pai foram todos pra advogados, multas, acordos, enfim… Estávamos fudidos!

Em 2004 eu e meu irmão começamos o ano letivo em uma escola publica, íamos de ônibus, porque carro, era só uma vaga lembrança. Chegamos tímidos, sem conhecer ninguém, e a primeira semana se passou. Na segunda semana meu irmão brigou, apanhou, foi todo sujo pra casa. Eu mal abria a boca na escola, porem, ja sentia que todos me odiavam. Meus colegas de sala me olhavam como se eu fosse um ET, no entanto, pela primeira vez na minha vida eu estava cercada de pessoas que fugiam do padrão conhecido por mim, por mais incrível que pareça, eu e meu irmão eramos brancos comparados com a maioria dos alunos, pela premira vez, eu era apenas mais uma no meio da multidão, não tinha um rotulo na minha testa ou eu não era uma referencia pra escola parecer inclusiva ou politicamente correta.

Em contra partida, um mês depois, eu e meu irmão ja tínhamos feito algumas amizades, tínhamos nos enturmado, quando espalhou-se o boato na escola que nós eramos os filhos do “Falido da cidade tal”, ai fodeu de vez. Chamavam meu pai de ladrão, eu chorava, meu irmão partia pra briga, ele apanhava, batia, se esfolava todo, enfim… Foram tempos de guerra que eu e meu irmão evitávamos levar pra casa, ja que por sua vez, meus pais ja tinham problemas o suficiente. Esse inferno durou uns 3 meses, depois, pela graça de Deus, se é que eu posso dizer isso, vazou um nude de uma menina da escola, ai mudaram o foco das provocações e nossa “novidade” caducou!

Arrumei uma amiga, andávamos juntas, ela era meio putinha, tinha uma atitude meia vulgar, promiscua, porem, eu não podia escolher muito e entrei na onda. Comecei a sair para umas festas, os meninos na escola pela primeira vez davam em cima de mim, me chamavam pra sair de um jeito diferente, e minha companhia deixou de ser “a garota de recados” e passou a ser uma menina como outra qualquer. No entanto, eu não podia sair, eu não podia ficar com ninguém na escola, ou em qualquer outro lugar, porque eu não sabia beijar e, eu ja tinha sido zoada o suficiente, não podia correr o risco de virar motivo de chacota de novo por ser “boca virgem”. E pior, não podia contar pra ninguém, porque minhas “amigas” não eram confiáveis, as amigas que eu tinha antes, da escola particular, se afastaram todas, não ficou uma… Então, eu tava lascada com meu dilema adolescente.

Comecei a ver videos no youtube, ler matérias, deixei de comprar lanche com o pouco dinheiro que meus pais me davam pra comprar umas revistinhas com “As 10 regras pra beijar bem”, enfim… eu tinha que me virar. E nesse meio tempo tinha que me esquivar, inventar desculpas, mentiras pra escapar dos convites dos meninos que me chamavam pra sair. Nos aniversários ou festas que não tinha como eu deixar de ir, eu inventava que não podia ficar com ninguém porque tinha namorado, que ele estava viajando, que ele não gostava de tirar fotos, e por isso não tinha foto com ele nas redes sociais, enfim… Eu explorei toda minha criatividade pra me esquivar de ter que ficar com alguém, e nao descobrirem que não sabia beijar.

Porem, eu acabei complicando mais ainda a minha vida: Como eu dava muitas desculpas, inventava muita mentira, eu mesma acabava me contradizendo, ai dava uma bagunça danada, tinha que ficar me justificando e, todo mundo desconfiava, ja sabiam que era mentira e, pior que ficar com fama de mentirosa, foi a fama de SAPATÃO! Nossa, eu chorei tanto, fiquei tão mal, me desesperei, queria me matar de tanta vergonha e humilhação. Vieram me perguntar, eu neguei insistentemente, jurei que não, que eu tinha namorado, e bla bla bal… Porem, adolescente é uma desgraça de tão cruéis, as meninas começaram a se afastar de mim, tinha boatos que eu era isso, era aquilo, eles me desafiavam, diziam: “se vc não é, beija tal pessoa”, “então liga pro seu namorado agora”, enfim… Tinha uma tal Kelly, o neguinha filha da puta, ela tinha o cabelo ruim, bem pixain, mal cuidado, e morria de inveja de mim. Toda vez que estávamos em grupo, todo mundo já tinha esquecido dessa história, se algum menino me fizesse algum elogio ou se insinuasse de alguma maneira pra mim, a desgraçada da Kelly fazia a mesma piadinha idiota com uma cara sonsa de piranha favelada “Mas a Kalarrary gosta da mesma fruta que você, fulaninho” e todo mundo caia na gargalhada. Eu ficava tão revoltada, que minha vontade era matar aquela puta, mas enfim… Eu tava muito cansada de levar paulada, de ser zoada, ser motivo de piada, e teve uma vez que me desafiaram, dizendo: “Se você não é lésbica, então fica com tal menino” Eu estava num grupo com três meninas e dois meninos e disse q não beijaria ninguém porque tinha namorado, ai a Kelly, pra variar, insinuou que eu chupasse um dos meninos; Eu estava pressionada, acabei aceitando. Escolhi um deles, seu nome era Artur, fomos atras de uma caçamba de lixo, sentei no meio fio e, paguei o primeiro boquete da minha vida com os meus amigos olhando. No começo me senti meio humilhada, quase chorei, fiquei com nojo, mas Artur foi generoso, deixou eu começar do meu jeito, não forçou nada, até porque, ele era novinho, também; Não tinha o pau muito grande, era ate bonitinho, meio gordinho. Primeiro admirei o pinto dele, olhei pra ver como era de perto, depois, comecei punhetando um pouco meia sem jeito. Quando criei coragem, comecei a passar a língua meio tímida, fui criando intimidade, pegando gosto pela coisa e, fui me empolgando a medida que o Artur se contorcia até que comecei a chupar de verdade. Artur ia me fazendo cafuné, passou a mão no meu peito. Não me lembro ao certo o que senti, não sei se fiquei excitada, o que me lembro é que eu adorei ver o Artur se contorcendo todo, gostei de ver o que eu poderia causar nas pessoas. Meus amigos em volta ficavam vigiando pra ver se não tinha ninguém vindo. O Tales que era o outro menino que estava, olhava fixamente, provavelmente excitadíssimo, e Kelly só agitava, dizendo: “Vai Artur, goza na boca dela. Faz ela engolir, ela vai beijar o namorado imaginário dela com a boca com gosto de porra. É sapatão porque nunca teve um homem de verdade… Mostra pra ela Artur.” Eu olhei pra ele e pedi que ele não gozasse na minha boca, Artur so acenou com a cabeça, estérico dizendo que não gozaria. Eu chupei uns 3 minutos e Artur tirou o pinto da minha boca bem rápido e gozou no chão. Eu cuspi no chão como se quisesse lavar a boca, mas antes que eu me levantasse, Tales tirou o pinto pra fora e colocou na minha cara, dizendo: “agora é minha vez, vai chupa”. Todo mundo em volta, em tom de brincadeira, zoação. Uma da meninas vigiava, sorria, gargalhava das provocações de Kelly, Artur se recuperava, e eu não neguei, chupei o Tales também. Dei uma punhetada, mas ele tirou minha mão e empurrou minha cabeça pro pinto dele, foi mais grosso, ostil… Eu chupei umas 5x quando a patrulha escolar começou a vir em nossa direção e nos paramos e fingimos estar procurando um fone de ouvido no chão…

A partir desse dia, minha fama de sapatão sucumbiu, porem, surgiu a fama de boquetera. Eu era inocente, idiota, então os meninos se aproveitavam que eu não queria ter fama de lésbica, e usavam isso pra me fazer chupa-los. Foram uns 2 ou 3 meses assim, devo ter chupado uns 20 ou 30. Tales e Artur não podiam me ver que me colocavam pra chupa-los, eu não reclamava, eu ate gostava, até que cai na real e não quis mais fazer. Tales ficou meio puto, e disse que eu não queria mais fazer porque Kelly inventava fofoca, e eu não neguei, claro. A piranha da Kelly gostava do Tales, foi putinha dele por uns 6 meses e o Tales caiu fora quando se cansou e achou uma mulher mais bonita que ela. Kelly ficou puta comigo, como se eu tivesse culpa dela ser feia, e o macho dela ter arrumado outra.

Ja meu irmão, se deu bem, sempre foi um pretinho lindo, educado, inteligente, e as meninas caiam matando. No ápice do meu desespero, cheguei a cogitar pedir para o meu irmão me ensinar a beijar, mas seria absurdo de mais. Até que no colégio apareceu Welberti, nossa, ele era o pretinho mais lindo que eu ja tinha visto na vida. Lindo, inteligente, educado, tinha senso de humor, estilo, não andava feito um marginal igual os outros meninos da escola, falava corretamente, sem gírias exageradas, tinha um sorriso lindo, e o melhor de tudo, ele dava em cima de mim com uma frequência quase que diária. Com toda certeza ele foi meu primeiro amor… Welberti era do clube de matemática da escola, era popular, ficava com todas as meninas, era descolado, tocava cavaquinho, sabia dançar, enfim… Fazia sucesso com as meninas. Eu era louca pra ficar com ele mais não podia, tinha medo de passar vergonha. Conversávamos muito pouco, eramos da mesma serie, porem, de turmas diferentes… Welberti dava em cima de mim todos os dias, me ligava, me chamava pra tomar sorvete, pagava lanche pra mim na escola, disse pra professara de inglês que queria casar comigo (pelo menos foi o que me contaram) e do nada, ele parou. Passou a me cumprimentar de um jeito frio, me evitava, me tratava com indiferença, pensei que ele tinha se cansado, porque na cabeça dele, eu fazia “cu doce”, mas não… Teve uma festa junina na escola e eu descobri que a miserável da Kelly disse pra ele que eu era sapatão, e que gostava de “lamber lasca” e tal… Nossa, eu fiquei tão triste, sai de lá chorando, e não podia voltar pra casa sem meu irmão, então sai da festa e fui pra praça, sentei em um banco bem escondido num canto perto de um chaveiro, e chorei, chorei, chorei, chorei tanto que quase morri desidratada, ate que Vanessa, uma menina do 2° ano, mais velha, ja tinha reprovado umas 400x me viu e foi ate mim. Quando me dei conta, ela estava na minha frente me perguntando se estava tudo bem.

Vanessa era meia maloqueira, tinha fama de maconheira na escola, era repetente, tinha uma cara meia suspeita, tinha uma tatuagem na panturrilha de uns golfinhos, uma borboleta no ombro, acho que ela deveria ter uns 19 ou 20 anos, apesar do jeito de presidiaria, ela tinha uma estética aceitável. Na escola, seu apelido era “Sabatella”, porque ela parecia com a atriz Leticia Sabatella, era igualzinha, só que com cara de pobre, enfim…

Vanessa veio ate mim, me perguntou se estava tudo bem, eu mal conseguia falar, só resmungava e soluçava; Ela me perguntou se eu queria ligar pra minha mae tirando o celular do bolso e, eu só disse que não com a cabeça. Quando ela chegou, me viu chorando, ai que eu chorei mais ainda… Vanessa estava com uma garrafa de térmica na mão, acho que era bebida alcoólica que não podia entrar dentro da festa junina do colégio; Ela virou as costas, foi ate um carro velho vermelho, pegou a tampa da garrafa de café e me trouxe água. Eu bebi soluçando, ela começou a rir e me disse: “Aposto que é por causa de macho, né? Para com isso menina, num vale a pena não!” Eu tava tão de saco cheio de tudo aquilo, que perguntei como ela sabia e, ela respondeu dizendo que na minha idade, esse era o único motivo que nos fazia chorar tanto. Eu vi ali um momento pra desabafar, e assim eu o fiz. Contei tudo, disse tudo que tava guardado, falei da minha antiga escola, falei sobre o mamilo rosa, sobre o lance dos meninos so ficarem com as branquinhas, sobre não querer passar recibo de “BV”, que não era sapatão, que gostava do tal do Welberti, enfim… Descarreguei e falei tudo para Vanessa. Ela me escutou sorrindo, gargalhando e no final disse:”relaxa, isso é fácil de resolver, eu posso te ajudar, mas vc vai ter que me ajudar também.” Eu empolgada, disse que tudo bem, que ajudaria ela se ela me ajudasse.

Vanessa rodeou, rodeou, rodeou e disse que queria uma jaqueta de couro preta que eu tinha. Da nossa antiga vida rica e prospera, a unica coisa que restou, foram nossas boas e caras roupas, e era isso que Vanessa queria. Disse que se eu desse jaqueta pra ela, ela resolveria meu problema em um dia. Combinei tudo e na segunda feira, levei a jaqueta pra escola, e depois da aula encontrei com Vanessa. Estava de uniforme, uma blusa branca, uma calça jeans azul clara, um all star branco e minha mochila. Despistei meu irmão dizendo que iria comprar isopor pra fazer uma maquete para um trabalho e que depois iria pra casa.

Fui encontrar Vanessa na casa dela, ficava a umas duas quadras da escola, era um lote grande, com um barracão no fundo e vários entulhos de garrafa pet, latinhas, papelão, pneus, uns trilhos de cortina, enfim… Uma bagunça, parecia ferro velho ou era um, sei lá… Cheguei, chamei Vanessa umas 3x e na 4° ela aparece; Aparentemente parecia que ela tinha acabado de chegar da escola, eu entrei, e na varanda, a mãe dela estava fazendo um tapete numa maquina meia antiga que eu acho que era de tecer, tinha uma penela de feijão no fogo com aquele barulho; Eu passei, cumprimentei a mãe dela, a senhora foi simpática, me deu oi… Antes de entrar dentro de casa Vanessa me mandou tirar o tênis, eu tirei fiquei de meias e fui para o quarto de Vanessa. La tinha uma bagunça danada, um armário sem porta, uns posteres na parede, um ambiente meio de anarquia doméstica, mas o cheiro era bom… Vanessa sentou na cama e me cobrou a jaqueta, eu abri minha mochila e entreguei pra ela. Ela tirou a blusa, ficou so de sutiã, vestiu a jaqueta se olhando no espelho toda feliz com um brilho no olho, me agradeceu se admirando no espelho, me cumprimentou com um “high five” dizendo “Caraca, agora eu to top. Vlw de mais”… Eu parada, encostada num comoda com uma das gavetas abertas olhei pra ela e disse: “E agora!?” Vanessa me olhou se ajeitando e se admirando com a Jaqueta e me respondeu: “E agora oq?” Eu sem graça, sem querer cobra-la dentro da casa dela, fiquei meia sem jeito… E Vanessa insistiu perguntando o que eu queria com um tom meio agressivo. Eu extremamente constrangida não sabia o que fazer e, Vanessa mais uma vez me questionou sobre o que eu queria; Dessa vez eu dei rodeios, encontrando a melhor maneira de lembra-la sobre nossos combinado.

O clima ficou meio tenso, ela veio em minha direção com passos rápidos, eu fiquei intimidada, e ela saiu do quarto… Voltou com um copo de vidro com duas pedra de gelo dentro, meu deu e, disse: “tenta pegar com a língua”. Eu achei que era zoeira, mas ela insistiu, falando serio… Eu comecei a fazer, meio sem graça, me sentindo uma idiota e, Vanessa começou a tirar fotos dela mesma na frente do espelho com a jaqueta.

Tentei pegar a gelo no fundo do copo com a língua durante uns 5 minutos encostada na mesma comoda de antes. Vanessa parou de se fotografar, me olhou por uns segundos, tirou a jaqueta e mandou eu colocar, tirou o copo com gelo das minhas mãos, me deu a jaqueta, quando eu comecei a colocar, ela mandou eu tirar minha blusa de uniforme, fiquei meia sem graça, mas tirei… Vanessa so me olhava sentada na minha frente na cabeceira da cama. Tirei a minha blusa de uniforme e coloquei a jaquete so com o sutiã por baixo. Vanessa sorriu e começou a me elogiar, veio em minha direção começou a descer o ziper da minha jaqueta me olhando nos olhos sem dizer uma palavra, pegou uma pedra de gelo dentro do copo e começou a passar nos meus lábios; Eu tentei sair, mas ela não deixou, eu fiquei paralisada e disse que não era sapatão. Vanessa respondeu que também não era, e que so estava me ajudando. Eu retruquei, tentei sair de novo, e ela me encochou ainda mais na comoda, a gaveta que estava aberta fechou com o impulso das minhas costas; Eu reagi perguntando porque ela estava fazendo aquilo, que eu queria ir em bora, porque estava “esquisito”. Com um tom sarcástico e debochado, Vanessa me respondeu: “Esquisito, esquisito como? Bom ou Ruim!?” E começou a dar beijinhos no meu pescoço, orelha… Sua mão abriu o ziper da jaqueta por completo.

Vanessa foi me dando beijinhos bem sutis no rotos, me deu selinhos repetitivos, lentos e precisos. Começou a passar o gelo no meu abdome, eu me contraia e ela me firmava me fazendo elogios íntimos, dizia que eu era linda, que não tinha que me sentir inferior a ninguém, que meu corpo era delicado, de pele macia, que eu tinha que aproveita-lo, explora-lo… Vanessa abriu meu sutiã, massageou meus seios com firmeza, passou gelo nos meus mamilos e lambeu o bico do meu peito com um apetite voraz deu uns chupões que eu me arrepiei toda como nuca tinha acontecido antes, foi uma sensação nova que eu nuca mais vou esquecer o frenesi que tomou conta do meu corpo. Não sei se estava excitada, se era cocegas ou ansiedade, eu só sei que foi bom, muito bom, incrível. Tão incrível que dei um suspiro que acho que veio acompanhado com grito, sei lá… Porque Vanessa tapou minha boca. Eu me tremia toda, fiquei fora de mim, me arrepiei dos pés a cabeça.

Vanessa continuou, tirou a jaqueta, meu sutiã, começou a chupar minha boca… Deu selinhos eróticos de novo, depois chupou meu lábio inferior, superior, acariciava meus seios e dizia que eles eram lindos, doces… Aos poucos fui começando a intender a dinâmica do beijo, e entendendo o objetivo e o quanto era excitante. Vanessa me colocou na cama, se debruçou em cima de mim e começou a me beijar bem lentamente, eu tentava interagir, e ela me dizia pra ter calma… Abriu minha calça, me masturbou por cima da minha calcinha,e eu quase morri de tanto prazer, foi uma delicia; Pela primeira vez me sentia sexual, desejada, erótica, foi uma delicia. Vanessa me masturbou com muito carinho e dedicação me tocando em lugares específicos que nem eu sabia que tinha e qual efeito causava quando eram estimulados. Ela me masturbava e me beijava, lambia, chupava meus seios, minhas orelhas, pescoço, me dava mordidinhas na clavicular, me virou de bruços começou a beijar, morder, massagear toda a extensão das minhas costas. Dizia que eu tinha “covinha de venus”, me mandava rebolar e eu só me agarrava nos lençóis da cama e me deixei levar. Vanessa desceu minha calça, começou a morder minha bunda, foi descendo, tirou minha calça por completo, minhas meias, massageou, beijou e mordeu meu pés, depois me virou bem decidida, sabendo o que queria foi beijando minhas pernas, a parte interna da minha coxa, lambeu minha virilha e terminou chupando minha boceta… Nossaaaa, foi tão incrível que meu vocabulário não conhece uma palavra que possa descrever o que eu senti. Foi um arrepio, um calor, um formigamento, eu lacrimejava, meu corpo contraiu músculos que a ciência desconhece, era como uma explosão continua de emoções, sensações e prazer. Eu desejava que aquilo não acabasse nunca, que aquela sensação fosse imortal, não cessasse, queria levar aquilo para todos os cantos por onde eu fosse… Naquele momento eu descobri como sexo é bom, como um outro ser humano pode te proporcionar uma sensação tão incrível e avassaladora. Naquele momento tudo que eu queria era que me chamassem de sapatão, porque se todas vivem isso, elas estão no céu. Eu esqueci de tudo, de todos, não sabia nem onde eu estava quando acabou e tive a certeza de que não importa por qual sexo eu me sentia atraída, tudo que eu queria era ser bem tratada.

Não sei se o que eu tive foi um orgasmo, talvez sim, eu sei que foi muito bom. Acabamos quando a mãe da Vanessa gritou falando que o almoço estava pronto, nos assustamos, eu me vesti e, sai da li rápido, sabendo beijar, agradecida pela experiencia, com uma jaqueta a menos no armário e com a certeza de que agora eu era meia sapatão.
Depois conto o resto, sobre o Welberti, de como perdi minha virgindade, de outras experiencias com pessoas do mesmo sexo que eu, de como ficou minha relação com Vanessa, e o troco que dei na vagabunda da Kelly.