Comendo o cuzinho do menino

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Na época ainda menor de idade, sempre ouvia relatos de pessoas que saiam pra ir pro interior de São Paulo para Trabalhar no corte de Cana.
Na minha cidade no interior do Piauí, tinha muitos rapazes que vinham pra São Paulo e depois voltavam e compravam bicicletas, aparelhos de som, roupas legais, alguns até motos, carros e casas.
Sempre tive vontade de ter algo melhor, porem como fazer numa cidade que não tem emprego e com mais 6 irmãos, não tinha muito o que fazer a não ser tentar a vida na cidade grande.
Certo dia voltando de um jogo de futebol conheci a pessoa que mudou minha vida, Evandro.
Bom ele na época deveria ter uns 37 anos, moreno queimado do sol, alto, cerca de 1.87 de altura e uns 80 kilos, sobrancelha falhada, uma pessoa de cara fechada.
Percebi ele apontando pra mim , José meu primo disse que aquele homem recrutava jovens para trabalhar no corte de cana, perguntei pra José porque ele estava apontando pra mim e José me informou que tinha comentado com ele que eu sempre tive vontade de sair daquele local, crescer, tentar uma vida nova.
Devido o fato de eu ser menor de idade, meus pais precisavam autorizar para que eu pudesse viajar com Evandro, não foi difícil conseguir convencer meus pais, pois a vida onde morava era muito difícil.
Lembro que Evandro levou mais três rapazes porem todos maiores de idade, eu era o único menor de idade, ele nos prometeu alojamento, disse que era meio puxado porem depois de algumas semanas iríamos acostumar.
Notei que no Ônibus Evandro reservou o lugar ao seu lado pra que eu sentasse, os outros rapazes tipo ele deixou a vontade, achei que fosse pelo fato deu ser menor de idade e de certa forma estar sobre sua responsabilidade.
Durante os quase dois dias que viajamos, Evandro falou muito pouco conosco, ele não era de falar muito, somente o necessário e de certa forma ele me isolou dos outros rapazes pois tinha muito pouco contato.
Chegamos numa segunda feira já de tardizinha, descemos na rodoviária e andamos muito a pé, tipo uns 7 km até chegar num bairro bem afastado de tudo, na realidade era uma chácara, estávamos cansado e com fome, Evandro saiu e voltou com alguns cachorros quentes, comemos e naquela noite dormimos todos em uns papelões forrados por uns panos .
No dia seguinte na terça feira, Evandro saiu bem cedo e trouxe 1 garrafa de refrigerante e uns pães pra que pudéssemos comer.
Em seguida saiu novamente e depois de umas três horas voltou, com três coxões de solteiro e um de casal, “usados” explicou que iríamos dormir nos coxões.
Ele nos disse que não achou mais coxões para comprar , (provavelmente ele deveria ter comprado em algum mercatudo – onde se compra materiais ou peças usadas).
Avisou que tínhamos que ajeitar tudo pois no dia seguinte iria nos apresentar pro responsável pela usina.
Estávamos muito motivados, porem as condições do local não era muito agradável, era uma casa que mais parecia um celeiro velho, não tinha energia elétrica, usávamos querosene e velas.
Evandro colocou cada um dos rapazes pra dormir nos coxões, eu fiquei esperando pra ver onde eu iria dormir, foi quando me informou que eu iria dormir com ele no coxão de casal devido não ter mais coxões, falei que não me importava de dormir no chão novamente, ele disse que amanha eu precisava estar de pé cedo e precisava ter uma boa noite de sono, mesmo eu insistindo em não dormir no coxão com ele, fui meio que forçado a dormir, pois ele começou a se irritar e falar que eu tinha que dormir na cama que não poderia ficar dormindo no chão, o que me deixava com medo era o fato de ter colocado o coxão em outro quarto separado dos demais rapazes.
Não preguei no sono aquela noite, tinha medo daquele homem que mal falava comigo e logo que o dia amanheceu acordei e tomei um banho num cano velho que saia do banheiro, quando estou me enxugando percebo que Evandro já estava acordado e me vendo pelo pano do banheiro pois não tinha porta o banheiro só um pano velho do qual dava pra ver a outra pessoa do outro lado.
Quando percebi já coloquei logo minha cueca e terminei de me enxugar rápido, Evandro começou a chamar os rapazes e falar alto mandando todos acordarem pois tínhamos que estar lá cedo.
Ele nos levou ao escritório (não era muito longe da chácara onde estávamos) tipo uns 40 minutos a pé, fez a papelada toda, porem a surpresa (pra mim) pois acho que Evandro já sabia disso, eu não seria admitido no serviço, pelo fato de ser menor de idade.
Fiquei sem saber o que fazer, não tinha dinheiro algum pra voltar, não tinha serviço e muito menos não tinha o que fazer num lugar onde não conhecia ninguém.
Evandro acabou me convencendo que eu ficaria na casa e cuidaria das refeições, lavaria as roupas, limparia a casa, cada um me pagaria pelo serviço, não foi pra isso que sai da minha cidade, mais acabei aceitando devido não ter muita opção.
No começo não tínhamos dinheiro pra nada, ficamos uma semana sem fazermos nada naquele lugar, os rapazes fizeram exame de saúde, e logo no começo de maio já começaram a trabalhar, Evandro tinha mais pessoas que ele agenciava porem moravam no alojamento da usina, depois de alguns dias ele falou que os rapazes iriam dormir no alojamento da usina, que eu ficaria só na chácara.
Cada dia que passava as coisas iam mudando eu cada vez mais perdido e só, muitas saudades de meus pais, dos meus irmãos e amigos, agora ficar sozinho num lugar precário, sem luz, televisão, sem nada e com uma pessoa estranha que mal conversava comigo.
No começo que os rapazes mudaram pro alojamento me senti muito só, mais Evandro aquele homem de cara fechada, começou a me tratar diferente me agradar, trazia doces, começou a comprar roupas pra mim conversar comigo, comprou uma cama de verdade, (não dormíamos mais no chão) porem ainda continuávamos a dormir na mesma cama, pois os coxões dos rapazes foi levado pro alojamento.
Nos finais de semana ele trazia os rapazes pra chácara, fazíamos churrasco, comecei a receber cartas dos meus pais, pois Evandro tinha um endereço de Caixa postal e eu escrevia não ligava (telefone) pois naquela época poucas pessoas tinham telefone e na minha cidade somente na casa de famílias ricas, finalmente comecei a sentir feliz
Estava já em meados de maio e começou a esfriar, eu não conhecia frio de verdade, no Piauí não tem frio, com o início do inverno fiquei doente peguei uma gripe muito forte e Evandro cuidou de mim com muito apreço, ele fazia sopas, me cobria a noite, passava toda hora a mão no meu rosto pra ver se eu estava com febre, ele se importava comigo, não era como filho dele, nem como amigo, ele cuidava de mim de uma forma diferente eu me sentia amado e querido por ele, durante esse 1 mês que dormíamos juntos na mesma cama nunca se aproveitou ou passou a mão em mim, sempre me tratava com muito respeito.
Evandro apareceu um certo dia com uma moto, disse que tinha comprado e que iríamos passear muito, conhecer a cidade, eu iria me divertir bastante com ele, como era gostoso sair com ele, ele fazia tudo que eu pedia, me levava onde eu queria, me tratava com tanto carinho que as vezes ele saia de manha e eu não via a hora dele voltar logo, meu coração disparava quando escutava o barulho da moto, não entendia porque mais sentia muita a falta dele e queria estar com ele o tempo todo.
Como comentei Evandro e eu dormíamos numa cama de casal juntos, porem Evandro sempre dormia de calça jeans e camisa, ele só tirava a calça pra tomar banho e depois já colocava outra calça, não usava short nem pijama, nem camiseta, sua vestimenta era calça jeans, camisa manga longa de botão com as mangas dobradas e usava bota, não usava chinelo nem sandálias nem muito menos tênis ou sapatos, somente botas ou as vezes andava descalço dentro de casa.
Com o começo do inverno fomos ao centro da cidade, Evandro comprou um cobertor pra mim e outro pra ele, já estava esfriando, comprou agasalhos pra mim, uma jaqueta de couro pra ele, comprou bastante meias pois eu sentia muito frio nos pés, certa noite estava muito frio, estava todo encapotado de blusas, moletons, varias meias nos pés. Evandro no frio nem tirava a bota pra dormir, dormia de bota mesmo, ele era muito estranho, aquela noite como eu estava tremendo de frio e não conseguia dormir ele perguntou se eu queria juntar os cobertores e assim ficaria mais quente, bom não pensei duas vezes e aceitei, mesmo assim ainda estava frio, foi a primeira vez que eu dormi bem próximo de Evandro, em momento algum ele tocou em mim, sequer mudou de posição, ficou a noite inteira parado, só escutava sua respiração, era um Sábado pra Domingo, quando acordei ele já tinha levantado e tomado banho pois estava com os cabelos molhados e já tinha passado café.
Quando percebeu que eu estava acordado levou uma caneca de café pra mim na cama com bolachas e perguntou se eu tinha dormido bem?
Sim Respondi.
EVANDRO – Nesse frio não da vontade de fazer nada, só da vontade de ficar embaixo das cobertas, eu fiz sim com a cabeça, ele riu do meu jeito pois estava com a boca cheia de bolachas.
Vou voltar pras cobertas pois esta muito frio, quando ele disse isso fiquei com vergonha pois estava de pau duro, tesão de mijo de manhã, tentei disfarçar mais acho que ele percebeu, começamos a conversar e Evandro falava tanto que as vezes parecia que conhecíamos a muito tempo, não dá pra explicar, cada momento daquele domingo foi diferente, ele começou a me chamar de tartaruga, perguntando se eu não iria sair do casco, pois eu não levantava da cama, ficava o tempo todo debaixo dos cobertores deitado e ele ao meu lado, (teve um momento que ele tentou tirar o cobertor de mim pra eu levantar, eu agarrei no cobertor e ele começou a fazer cócegas em mim) ficamos feito duas crianças brincado de fazer cócegas um no outro pra ver quem ficava com os cobertores, fizemos comida juntos, geralmente nos domingos sempre saiamos pra comer na cidade, mais como estava muito frio e sair de moto no frio é horrível, decidimos não sair e ficar em casa mesmo, como foi gostoso passar o dia todo com ele, fazer as coisas juntos, tudo ao lado dele era diferente, especial, me sentia a pessoa mais amada do mundo, ele não me tratava como homem, não que ele me tratava como se eu fosse mulher, mais ele me tratava de uma forma carinhosa e com ternura no olhar.
Tomei banho já eram umas 5 e meia da tarde, Evandro já estava esquentando a janta, (no meio do nada não tem muito o que fazer, as pessoas dormem cedo e também acordam cedo) no outro dia era segunda feira e Evandro acordava as 5h então ele era acostumado a dormir antes das 10h da noite., dormimos juntos novamente como na noite anterior e dessa vez virei de lado e encostei meu corpo bem pertinho dele, fiquei com medo dele afastar porem ele ficou quieto não fez nada, então encostei minhas pernas nele e fiquei bem colado de costas nele, senti a respiração dele ofegante, mais sem nenhuma atitude, meu coração disparava, queria que ele me abraçasse me tocasse mais ele nada fez, acabei dormindo pois na noite anterior devido a tensão de dormir próximo, mais fiquei acordado do que dormindo, quando percebo sinto que Evandro esta de conchinha comigo, abraçado em mim e dormindo bem gostoso, puxa que delicia sentir o corpo os braços dele em cima de mim o cheiro dele, as batidas do coração dele eu escutava e pra ser sincero não sei se ele esta acordado ou dormindo, sei que Evandro estava excitado, pois mesmo com um monte de roupas que estávamos, consegui sentir que seu membro estava ereto.
Quando acordou fingi que estava dormindo ele tomou banho se trocou chegou em mim passou as mãos em meus cabelos, senti ele encostar os lábios perto do meu rosto e escutei bem baixinho, durma com Deus menino, eu não era acostumado a fazer essas coisas mais naquele dia me masturbei bem gostoso pensando em Evandro, eu estava completamente apaixonado por ele e pra ser sincero não me sentia mal por sentir tal sentimento.
Passados alguns dias, o frio já não estava tão intenso, mais mesmo assim continuávamos a dormir juntinhos e ele sempre me abraçava a noite, depois de alguns dias comecei a dormir no peito dele durante a noite e ele não fazia nenhum comentário, somente sentia que seu pau estava super duro, e as vezes até sentia que ele gozava pois eu sentia o pau dele pulsar na calça e ele gemer bem baixinho e me abraçar, mais ainda assim não tínhamos coragem de ir mais adiante.
Estávamos vivendo um grande amor, fazíamos tudo juntos, passávamos horas sozinhos naquele breu sem energia elétrica, sem televisão somente um radio de pilha e um Walk Man que Evandro tinha me dado de presente.
Eu não tinha o que reclamar apenas estar ao lado de Evandro era o suficiente pra mim, ele cuidava de mim de um jeito tão especial que as vezes eu tinha medo de um dia tudo acabar, de acontecer algo com ele, deu perder aquele homem que era tudo pra mim e que tanto me fazia bem.
Nunca tinha antes sentido atração ou algo igual por homem e mesmo com tudo o que estava acontecendo eu não me sentia um homossexual, não que eu tenha preconceito, muito pelo contrario, admiro muito as pessoas que são, pois enfrentaram e enfrentam tudo em busca de ser feliz (acho digno), o que passava na minha cabeça era que eu estava gostando de um pessoa (alias) estava apaixonado por uma pessoa independente do sexo, nossa relação não era a base de sexo e sim a base de carinho de bem querer, de cuidar um do outro, de fazer de tudo pra deixar o outro feliz e assim estávamos vivendo, cada dia mais apegados e apaixonados, porem não comentávamos nada a respeito de sexo.
Mudamos da chácara onde morávamos no final de julho pois a casa era muito velha e tinha muitos bichos, eu tinha muito medo de rato e sapo, ficava muito só naquele local o dia todo, fomos morar na cidade, lá Evandro comprou televisão um vídeo cassete e assistíamos muito filmes a noite, ele comprou até um vídeo game pra mim, desses bem simples, mais ele fazia de tudo pra me agradar.
Com a mudança de endereço comecei a ter amizades com outras pessoas, pois antes era Evandro quem fazia tudo e depois morando na cidade eu ia na padaria, no supermercado, no açougue, já não ficava tão só como na chácara, Evandro ia trabalhar eu convidava uns meninos vizinhos pra jogar vídeo game comigo e eles falava de pegar meninas essas coisas, perguntavam quem era aquele homem e eu dizia que era meu tio, eles achavam meio estranho a gente dormir na mesma cama, mais nunca insinuaram nada sobre meu relacionamento com Evandro, na realidade nem eu via maldade alguma.
Com o passar do tempo eu fui começando meio que deixar de fazer as coisas dentro de casa, Evandro chegava eu não tinha limpado a casa, as vezes ele ia procurar roupa limpa eu não tinha lavado, só quando ele chegava que eu ia começar a fazer a janta e assim por diante, senti que ele não estava gostando porem eu era muito jovem apenas 17 anos e não tinha as responsabilidades de um homem como ele, começamos discutir algumas vezes e sentia que ele já não era tão feliz quanto no começo, os meninos me chamavam pra jogar bola aos sábados a tarde, Evandro chegava depois das 14h dia de sábado e não me encontrava, ele ficava bravo comigo, porem eu não via isso como errado, queria curtir com meus novos amigos, queria sair com eles.
Evandro não bebia e não permitia que os rapazes que estavam sobre sua responsabilidade bebessem pois ele falava que quem bebia não tinha nada, eram pessoas fracas, porem com meus novos amigos eu comecei a beber escondido de Evandro, depois do jogo os meninos tomavam cerveja mais eu não gostava de cerveja achava amarga então eu tomava vinho, era muito bom, Evandro começou a perceber que eu estava bebendo e começamos a brigar quase que todos os dias por algum motivo, sempre por coisas que eu deixava de fazer ou por ciúmes, pois ele não queria que eu continuasse a trazer os rapazes pra dentro de casa, nossa vida mudou muito, eu já não me importava tanto em ficar somente com ele, eu queria sair, ele trabalhava o dia todo, chegava cansado queria descansar, dormir, eu queria ficar na rua com os meninos.
Um sábado antes de meu aniversário (eu faço aniversário no mês de “Outubro” sou libriano), tivemos uma briga feia, sai a tarde com os meninos pra jogar bola, fui chegar em casa quase meia noite, eu tinha bebido muito, cheguei bêbado, vomitando, ele não falou nada, fiquei tão mal que não tinha mais o que vomitar e sentia uma moleza no corpo, falta de ar, achei que ia morrer, depois fui pra cama dormir, ele pela primeira vez não dormiu comigo na cama, foi pro sofá, quando acordei ele veio me chamar a atenção, disse que estava com dor de cabeça que depois a gente conversava, mais ele não quis saber, me falou um monte de coisas, que eu tinha mudado que se fosse pra continuar daquele jeito ele iria me mandar de volta pra casa, falei que não iria embora, que se fosse preciso eu alugaria uma casa pra morar sozinho, pois eu já iria fazer 18 anos e que ele não precisava mais se preocupar comigo, eu me virava.
Evandro ficou muito triste comigo, não me olhava mais nos olhos e não falava mais comigo, no domingo eu sai a tarde e só voltei de noite, ele não estava na cama, mais uma vez estava no sofá, dormi só na cama novamente e nem me importei, achei que ele estava errado e outra coisa ele não era meu dono, estávamos nos afastando um do outro, Evandro estava sofrendo e eu estava querendo minha “liberdade” viver minha vida.
Passamos praticamente a semana sem se falar, apenas conversávamos o necessário, ele deixava o dinheiro pra eu comprar as coisas e pedia pra eu fazer minhas obrigações, naquela semana fiquei mais em casa e também devido ter passado muito mal no sábado não bibi nada, me isolei de tudo, não quis mais saber de sair com os meninos, nem de chamar pra ir em casa jogar, eles me gritavam eu não atendia, simplesmente não queria nada, não estava legal e de certa forma me sentindo mal pela situação com Evandro. Sempre me senti tão protegido e amado por ele e com aquela situação estava sentindo um certo desprezo, ele não conversava mais comigo, mal olhava na minha cara e devido estar chegando perto do meu aniversário sentia falta de minha mãe de pai de meus irmãos, e quando Evandro ia trabalhar eu chorava muito, tava magoado com ele, mesmo ele não tendo feito nada de mal pra mim, mesmo assim eu sentia magoa dele.
Sexta feira véspera do meu aniversário perguntei pra Evandro se ele queria que eu fosse embora mesmo, pois se fosse essa a vontade dele no dia seguinte (meu aniversário) eu iria, pois ele não precisava mais se preocupar comigo, ele não me respondeu nada, só pediu pra eu no sábado não sair de casa, esperar ele voltar que iríamos conversar, fiquei preocupado da forma como ele falou, de repente me deu uma tristeza e comecei imaginar um monte de coisas, (será que ele vai comprar minha passagem e mandar eu ir embora? Será que ele vai me expulsar da casa? Será o que ele vai fazer? O que será?)
Naquela noite pedi pra ele dormir na cama de volta, mais ele disse não, então pedi pra ele dormir na cama e deixar que eu dormisse no sofá porem ele não aceitou, me senti rejeitado e triste, Evandro não queria estar ao meu lado, não queria estar perto de mim, chorei aquela noite, senti falta do meu Evandro, aquela noite foi interminável, não consegui dormir, senti muito medo de perde-lo.
Como de costume Evandro acordou bem cedo e saiu pra trabalhar, assim que ele se foi comecei a arrumar as minhas coisas, não queria ser pego de surpresa caso ele me mandasse embora, eu sabia que estava errado, já estava arrependido da forma como estava agindo esses últimos meses, só queria ter de volta ele pra mim, sentia saudades da época que vivíamos na chácara.
Evandro sempre chegava aos sábados depois das 14h, porem naquele sábado pra minha surpresa 11h escuto o barulho da moto e o portão abrir, eu já estava arrumando o almoço, de repente deu um frio no coração, uma angustia um desespero, o que aconteceu pra ele vir tão cedo?

Continua…